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A DOR CIÁTICA AFETA OS MEMBROS INFERIORES
02/02

Artigo sobre a Dor Ciática

 

A DOR CIÁTICA AFETA OS MEMBROS INFERIORES

 A dor ciática ou também denominada de ciatalgia é um sintoma que ocorre devido a algum problema que esteja afetando o nervo ciático. Geralmente é causada pelo que chamamos de pinçamento do nervo ou das raízes deste nervo, isto é, uma compressão próxima à coluna vertebral. Pode causar dor aguda, “formigamentos” (parestesia), perda de sensibilidade, ardência, sensação da perna pesada e falta de força em um, ou mesmo, nos dois membros inferiores.

O ciático é o maior nervo do corpo humano, ele se origina nas raízes nervosas que nascem na coluna lombar. Estende-se pelo glúteo e pela região lateral e posterior do quadril e da coxa. Passa pelo joelho, panturrilha e chega até o pé. Este nervo é responsável por parte da inervação sensitiva relativa à sensibilidade e motora relacionada aos movimentos dos membros inferiores.

As possíveis causas para a inflamação do ciático podem estar relacionadas a problemas como má postura, hérnias dos discos lombares, traumas na coluna, artrose, síndrome do músculo piriforme que pressiona o nervo na região dos glúteos, estreitamento do canal vertebral, deslizamento da vértebra (espondilolistese) e tumores.

A ciatalgia pode afetar qualquer pessoa, mas ela é mais frequente a partir dos 30 a 40 anos de idade devido aos efeitos do envelhecimento sobre as vértebras e os discos intervertebrais. Os discos são estruturas feitas de cartilagem e é formado por uma parte mais externa fibrosa (dura) e uma parte interna mais mole, que funciona como um amortecedor e atua facilitando os movimentos da coluna, além de absorver os impactos.

A partir de 30 anos de idade, os discos começam a sofrer um processo degenerativo que pode provocar deformações com o passar do tempo, causando a desidratação do mesmo, mudanças no seu posicionamento, achatamento, ou até uma hérnia de disco.

A ocupação profissional também pode ser um fator de risco se envolver atividades onde se permaneça na posição sentada por longos períodos, na condução de veículos grandes, no trabalho com transporte de pesos ou movimentos que impliquem esforço para a coluna. Determinadas posturas corporais incorretas acabam por exercer pressão sobre o nervo agravando o problema.

A dor ciática é muito comum em pessoas sedentárias e também pode ser consequência da diabetes, já que esta doença aumenta o risco de lesões nos nervos (neuropatias diabéticas).

Para fazer o diagnóstico das causas da ciatalgia são necessários alguns testes clínicos e funcionais, além de exames como a Radiografia, a Tomografia e a Ressonância Magnética, que podem fornecer maiores detalhes do tipo de problema que está afetando o nervo.

Em relação ao tratamento médico para a dor no nervo ciático, é comum utilizar nas crises agudas, a indicação de medicamentos como os analgésicos e os anti-inflamatórios. Quando o problema é crônico, podem ser prescritos alguns tipos de antidepressivos (tricíclicos), que tem a propriedade de impedir que a mensagem de dor alcance o cérebro ou agem estimulando a produção de endorfinas, que são analgésicos naturais do organismo. Os Bloqueios do nervo e a Radiofrequência também podem ser utilizados nesses casos.

A libertação de endorfinas de forma natural pode ocorrer da prática regular de exercícios físicos. Pode parecer contraditório quando há dor, mas alguns movimentos, assim como os alongamentos, fazem parte de uma estratégia eficaz contra a ciatalgia, uma vez que aliviam a compressão na raiz do nervo. Desde que bem orientados e sobre supervisão, os exercícios na água como a hidroterapia e a hidroginástica também podem contribuir para amenizar os sintomas.

Portanto, a fisioterapia é parte indispensável das opções de tratamento contra a dor ciática, envolvendo a correção da postura, o fortalecimento dos músculos que dão sustentação à coluna, o alongamento dos músculos que se apresentam encurtados e a consequente melhora na flexibilidade.

O repouso, diferentemente do que se pensava antigamente, nem sempre auxilia na melhora, mas em casos agudos pode ser indicado de forma moderada, apenas em uma fase inicial. A inatividade prolongada tende a agravar os sintomas em vez de atenuá-los. O que se deve restringir são alguns tipos de atividades específicas que aumentam a pressão no local. Estas atividades podem estar relacionadas ao trabalho, ou mesmo à prática de algum tipo específico de movimento ou postura dentro de um esporte.

A fisioterapia, portanto, deve ser iniciada assim que surgem os sintomas da dor ciática e podem se utilizar condutas apenas para alívio da dor e relaxamento muscular, sem causar nenhuma sobrecarga para o nervo e os discos.

Em cerca de 5% dos casos não ocorre uma boa resposta ao tratamento medicamentoso e fisioterapêutico. Nesses casos as cirurgias podem ser indicadas para remover a hérnia discal e assim aliviar a pressão sobre o nervo. Dentre as técnicas cirúrgicas, existem as cirurgias minimamente invasivas que geralmente apresentam recuperação pós-operatória mais rápida.

A maior parte das pessoas se recupera totalmente, mas a dor ciática é uma ameaça potencial à saúde do nervo. Dependendo da causa da pressão, pode dar origem à perda de sensibilidade na perna afetada, perda de alguns movimentos e até, em casos mais graves, em disfunção urinária ou intestinal.

Enfim, a Fisioterapia tanto ativa como passiva, a RPG (reeducação postural global), a perda de peso, e prática de atividades físicas regulares (caminhadas, hidroginástica, alongamentos) respeitando as limitações de cada paciente, são medidas fundamentais não só para promover a descompressão do nervo, mas também como para prevenir novas crises. 

Fonte:Jornal O Impacto - 2013


 





 

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