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AS MODERNAS TÉCNICAS DE BANDAGEM NO ALÍVIO DA DOR
27/04

Bandagens Funcionais e Kinesiotaping

Bandagens Funcionais e Kinesiotaping

As bandagens são faixas especiais ou esparadrapos que são atualmente utilizados para tratamento e prevenção de lesões. A prática da utilização das bandagens tem origem na antiguidade. Desde a época dos faraós se enfaixavam os mortos (mumificação). Os judeus e outros povos antigos também tinham esse costume e acredita-se que eles já utilizavam o enfaixamento para cuidar de algumas lesões.

Na Grécia antiga se empregavam as bandagens para enfaixar os punhos dos arqueiros e os soldados espartanos também enfaixavam suas panturrilhas para terem mais firmeza e prevenir lesões.

No esporte, já há algum tempo, é muito comum o uso de faixas e esparadrapos para estabilizar o local e prevenir lesões. Como no caso das “botinhas” de esparadrapo usadas em jogadores de futebol e basquete e os esparadrapos para imobilizar os dedos dos jogadores de vôlei e goleiros.

As bandagens têm efeitos terapêuticos de tratar a lesão, limitando movimentos lesivos, drenar edemas, diminuir a dor, controlar a inflamação, proteger a área afetada e corrigir a postura. Proporciona ainda, a possibilidade de trabalhar a prevenção, promovendo suporte adicional à estrutura diminuindo a tensão e reduzindo o estresse repetitivo local, evita o retorno de lesões antigas, melhora a função e consequentemente aumenta a performance em atletas.

Os trabalhos mais modernos sobre as bandagens ocorreram na França e no Japão nos anos 70. Os japoneses participaram do desenvolvimento de duas técnicas de bandagens mais atuais que são o Spiral Tape feito com esparadrapos e o Kinesio Tape feito de faixas elásticas e coloridas, atualmente bastante utilizadas por atletas.

 A primeira técnica baseia-se na anatomia dos músculos e tem alguns princípios da acupuntura oriental. Atua na dor, no edema e na estabilização das áreas lesionadas.

A segunda técnica, o Kinesio Tape, age diretamente na pele estimulando os músculos e tendões. Estas bandagens podem ficar no paciente de 3 a 5 dias e após esse período, o material (polímero) que promove a aderência perde sua eficácia.       

A espessura das bandagens tem aproximadamente a mesma que a epiderme, que é a camada mais superficial da pele. Seu peso também é similar ao da pele, tentando imitar a percepção do movimento e da pressão, para que o corpo possa ser estimulado a reorganizar suas funções e evitar estímulos indesejados.

Quando devidamente aplicada, após 10 minutos aproximadamente, o paciente geralmente não mais percebe a presença da bandagem.

A aderência da fita se completa após 20 minutos da aplicação e o calor da pele contribui para esta aderência. Então, exercícios mais vigorosos ou aqueles que estimulam a transpiração, devem ser evitados neste período. Após a colagem, nadar e tomar banho não solta a bandagem.

O sucesso deste método depende de dois fatores:

Primeiro, de uma avaliação adequada da condição do paciente para permitir uma aplicação apropriada.

Segundo, de aplicações adequadas das bandagens de acordo com suas indicações.

Quando os dois fatores são corretamente eleitos e aplicados, o fisioterapeuta dispõe de uma técnica eficaz de tratamento para vários tipos de lesão.

 

Indicações: Quadros de dor, lesões musculares, alterações posturais, edema (inchaço) localizado, instabilidades articulares.

Contra-indicações: feridas abertas, carcinomas, problemas na pele, tromboses.

 Hoje são muitas as aplicações que se podem utilizar as bandagens como formas de tratamento, prevenção e ainda para o esporte. Deve-se, portanto, procurar por profissionais que estejam habilitados para a correta utilização dessas técnicas.


Fonte:Jornal O Impacto


 




 

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